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Whatever I want

Whatever I want

Refúgio(II)

16.02.14 | nayta

Refugiada no silêncio do quarto, consigo ouvir os meus pensamentos e sentir os meus sentimentos. Não há nada que me possa impedir de escrever tudo o que sinto e penso, porque o quarto é o único sítio onde me sinto verdadeiramente acompanhada... as paredes, os peluches, a própria escuridão, são bons ouvintes! Não conseguem deixar-me a falar sozinha, não falam, não respondem, não arranjam desculpas e não me nterrompem enquanto desabafo, mas acolhem-me, protegem-me, isolam-me e é isso que preciso( sentir-me protegida e segura). Até o que não é ser vivo, consegue ser mais amigo que as pessoas. As pessoas são egocêntricas, só pensam no seu bem estar e nunca se lembram que vivem numa sociedade.Será que ainda existe o conceito sociedade? Segundo a definição, sociedade é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e que interagem entre si constituindo uma comunidade, mas existe isto ainda? Cada vez mais as pessoas preferem viajar na internet e nos jogos, cada vez mais as pessoas ignoram outras... vê-se pelo meu exemplo que para me sentir ouvida, tive de vir escrever para uma rede social... 

Irónica a vida.Critico as tecnologias e as redes sociais e no fim... no fim é onde vou para ser ouvida e me sentir bem comigo mesma. Só queria que tudo fosse como nos sonhos de criança... pelo menos a parte de ter alguém a quem recorrer sempre que preciso, sem ter receio de ficar a falar sozinha. Infelizmente nada é como nos sonhos e nada vai mudar porque a tendência é piorar...

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